Suspiro

Gisela Hasparyk
1 min readJan 17, 2024

Há uma voz que pulsa, mas é preciso enterrar o velho para admitir o novo e houveram pontas realmente difíceis de enterrar.

Se há forma bonita de morrer, talvez seja essa ao escrever. Pois no vazio do silêncio, a escrita renasce a cada palavra.

No mais belo dos cenários, talvez este seja o último suspiro de quem um dia, quis apegar-se à imagem de quem não é.

Ou será o primeiro?

Quem desejamos Ser é apenas a linha no horizonte.

Nas quintas da existência, criamos parâmetros para encaixarmo-nos, quando precisamos apenas Ser.

Se escrevesse pelo menos mais do que queria, certamente seria mais perto de quem sou.

Se pudesse expor a minha escrita, viajaria anos-luz para mais perto de quem poderia ser.

A morte é lenta. A alquimia é forte. São anos de experiência que se re-transformam numa nova forma de ser, estar e servir.

Dedico este velho novo Blog a mim, a ti e a todas as pontas soltas mortas e enterradas que adubam a terra dos novos começos.

Que possamos renascer quantas vezes forem precisas e nunca perder a esperança que paira Na Linha do Horizonte.

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